A Família

Somos a nova geração de uma família tradicional Portuguesa que sempre nutriu uma enorme paixão pela sua região de origem – o DÃO!

Foi há centenas de anos que a Família Melo topou as Terras de Azurara e assim foi achado o “terroir” do DÃO – o planalto onde se localizam as vinhas do vinho Julia Kemper, em Oliveira – Mangualde.

Ao longo do tempo houve parcelas de terra – algumas vinhas – que saíram da esfera da Família Melo, mas tal como um boomerang, elas retornaram e hoje, uma parte, estão nas mãos de Julia de Melo Kemper.

Lentamente, no fio dos anos foram-se consolidando os conhecimentos, transmitidos de geração em geração, na Família Melo. E as vinhas foram sendo tocadas com o amor do Agricultor que sabe tratar e reger todo o magnífico de um “terroir” abençoado.

Como o bom pai de família, assim o agricultor Melo sempre enamorado da sua vinha, dedicou-lhe o melhor da sua vida, e ao longo das gerações – transmitindo conhecimentos feitos de sabores testados -, consolidou-se um vinho: o líquido precioso que um dia Julia de Melo Kemper decidiu dar a conhecer ao mundo.

Em 2000, Julia de Melo Kemper, amante de cidades e de vida urbana, advogada de profissão, em Lisboa, foi chamada por seu Pai, também um Melo, de nome António, para continuar o legado da família Melo no DÃO. E foi assim no DÃO, e na Quinta do Cruzeiro de Oliveira-Mangualde que Julia Kemper se tornou (também) numa agricultora.

Nas palavras da própria Julia, “não se olhe para as vinhas Julia Kemper como uma sorte de herdeira escolhida. Eu recusei a herança vários anos!”

Mas um dia Julia Melo Kemper aceitou o desafio… e em 2003 “dei início a uma das mais belas experiências que penso podemos ter”; talvez porque a final, nós, humanos, somos urbanos recentes e entrando em contacto direto com as leis da natureza e a demanda do seu entendimento, algo desperta e de que não tínhamos consciência.” No meu caso”, prossegue, “a experiência da agricultura intensificou-se pelo facto de ter optado pela agricultura biológica e biodinâmica – nem me passou pela cabeça não tratar a minha terra como o fazia com a minha família”: “biodinamicamente”, de Rudolf Steiner ou a filosofia por detrás da sua homeopatia antroposófica”. Ou a demanda do vinho natural: “as nossas vinhas passaram a ser prados onde toda a vida labora, para me ajudar a produzir as melhores e mais saudáveis uvas para vinho”.

As “exigências” de Julia:

O vinho é para ser comercializado!

Os seus antepassados faziam o vinho para consumo interno. Nessa altura, o consumo interno abrangia um número “escandaloso” (para o tamanho atual) de familiares. “Na minha família eram primos e tios, mais de 1000 pessoas. E depois, havia os amigos, os clientes. A todas estas pessoas eram distribuídos, todos os anos, dezenas de garrafas a cada.”

Verdadeiro “hobby” secular, os seus antepassados gostavam muito de participar com os seus vinhos em concursos, incluindo os internacionais (conhecida é a visita a Berlim pelo seu avô, acompanhado dos vinhos, sempre os tintos, no princípio de 1900). E a mais antiga participação de que há registo (e em papel) foi em Lisboa, em 1885.

Desde o princípio – vindima 2008 – os vinhos Julia Kemper têm recebido muitos prémios, incluindo a distinção dos 50 melhores vinhos portugueses, por vários anos. Mas foi a imprensa, nacional e internacional, que se encarregou de espalhar as (boas) notícias (há um novo vinho do Dão! Escrevia-se…). Os vinhos começaram a ser vendidos internacionalmente logo em 2010, quando a primeira colheita de tinto (2008) chegou ao mercado. 

Passadas 10 vindimas (2008 – 2018) os vinhos Julia Kemper são conhecidos (e vendidos!) em mais de metade do planeta Terra.

Esta é a história da primeira marca dos vinhos ancestrais da Família Melo, no DÃO, e a dos vinhos Julia Kemper.