Tipos de vinho – O perfil dos ‘tranquilos’

Falemos com calma e vagar, que a vinha e o vinho requerem o seu tempo – passado a preceito e a seu jeito –, tanto de maturação como de degustação, e ao próprio palato convém essa demora para uma melhor apreciação. Um tempo vagaroso, como aquele que exigem as boas conversas, até porque nos referimos a vinhos tranquilos, aqueles que assim se designam por dispensarem a exaltação do gás. Tinto, branco e rosé são os ‘tranquilos’ cujo perfil comum aqui traçamos.

Vinho tinto

Os vinhos tintos tranquilos obtêm-se por via da fermentação de variedades de uvas tintas, num processo de produção que contempla a maceração, ou seja, que permite que a pele das uvas entre em contacto com o mosto. Alguns desejam-se jovens, outros, os tintos de guarda, demoram mais tempo a chegar ao consumidor. No vinho, o fator idade depende do estágio a que é sujeito.

Por depender do método de envelhecimento, da casta e da idade do vinho, a tonalidade dos tintos varia, podendo ir do expressivo ruby a vermelhos mais escuros e intensos, com reflexos púrpura ou atijolados.

Os tintos jovens caracterizam-se por aromas florais e frutados, enquanto os envelhecidos se pautam por serem aveludados, encorpados e terem aromas intensos e complexos.

Nesta última categoria se inclui o vinho Julia Kemper Reserva Tinto.

Vinho branco

Produzidos maioritariamente a partir da fermentação de uvas brancas sem pele, os vinhos brancos tranquilos podem, todavia, resultar de castas tintas e, em alguns casos, podem ser elaborados mantendo a pele das uvas em contacto com o mosto num período pré-fermentação.

Desde sempre considerados como vinhos a serem consumidos no próprio ano de produção, muitos brancos são agora concebidos com vista a tirar partido do seu potencial de envelhecimento.

De coloração predominantemente clara, podem ir do amarelo esverdeado ou chegar ao tom de amarelo dourado da palha, uma gradação que se relaciona com a idade do vinho. Quanto mais jovem, mais clara a sua tonalidade.

Aromas florais e frutados associam-se a vinhos brancos jovens, enquanto a intensidade aromática dos brancos de guarda se aproxima de aromas tostados e de fruta tropical.

Julia Kemper Branco, é uma boa sugestão para apreciadores de vinho branco.

Vinho rosé

Este tipo de vinho pode ser elaborado a partir de castas tintas, às quais se retira a pele após breve período de fermentação – que assegura o seu tom rosado –, processo que continua, depois, já sem pele – como sucede, por norma, com o vinho branco –, ou pode ser produzido através da mistura de uvas tintas e brancas.

A sua paleta de cores é de uma enorme amplitude, contemplando paragens várias entre o rosa-pálido e o vermelho-claro, onde tons cereja, de morango ou framboesa podem ser tão esperados quanto os tons mais salmonados, como o rosa-alaranjado ou o damasco.

As produções que somam castas tintas e brancas reúnem de forma harmoniosa características do vinho branco, como seja uma certa leveza e suavidade, e do vinho tinto, o que resulta em aromas frutados, em particular a frutos vermelhos e do bosque, mas que pode contemplar notas tropicais ou colar-se ao figo fresco. São ainda vinhos muito florais, cuja alquimia denuncia facilmente flor de laranjeira ou de pessegueiro, flores secas, violeta, rosa, tília, cravo ou urze, entre muitos outros aromas florais possíveis.

JK Elpenor Rosé, de Julia Kemper, alia frutos do bosque a notas de violeta e rosmaninho.


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