Vinhos portugueses premiados

O reconhecimento da entrega e da paixão

Trabalhamos para a excelência, não para os prémios. Porém, é precisamente este o caminho que leva até eles, aos prémios. Só aspirando a produzir o melhor, superando sempre toda e qualquer expectativa, arriscando mais e conhecendo melhor se acaba por ser reconhecido.

Um amor intuitivo

Um trajeto que intuitivamente e com paixão Julia de Melo Kemper começou a traçar quando, em 2003, aceitou o desafio do pai, de dar continuidade ao legado familiar à frente dos destinos da sua quota parte do paraíso vinícola que é o Dão. Se os terroirs que desde então lidera se ocultam na paisagem montanhosa de Oliveira, em Mangualde, já o fruto da sua expertise corre, hoje, mundo. E corre-o com sabedoria e mérito, levando na mão um passaporte universal concedido pelos seus pares e pelos entendidos e apreciadores desta coisa extraordinária que é o vinho. Elemento capaz de unir homens e vontades, de inspirar artistas e selar pactos, aquele em quem confiamos ainda a celebração dos mais importantes acontecimentos de uma vida.

Os vinhos de Julia e os prémios também

Os vinhos Julia Kemper constam hoje em qualquer lista de vinhos portugueses premiados, tanto a nível nacional como internacional, e são, amiúde, falados na imprensa, que se rendeu desde logo ao trajeto desta jovem mulher. Talvez, inicialmente, tenha prevalecido a curiosidade, mas logo desde a vindima de 2008, pela mão da qual surgiram os primeiros de muitos prémios – na MundusVini Biofach 2010, na Alemanha –, que deixou de ser apenas isso e passou a ser respeito e consideração pelo fruto do seu trabalho. Uma generosa lista de medalhas de ouro colocaria os vinhos de Julia literalmente nas bocas do mundo. Desde o início, todos os anos têm sido de ouro, celebração e vitória, em diversos certames nacionais e estrangeiros, bem como em prestigiadas publicações da especialidade, com destaque para The Wine Advocate, de Robert Parker, e The Wine Enthusiast, onde muitos dos vinhos Julia Kemper ultrapassam os 90 pontos na exigente apreciação dos especialistas. Pergaminhos que atestam a qualidade dos vinhos Julia Kemper e tornam fácil de entender porque se vendem hoje, 11 anos após a sua chegada ao mundo e aos mercados, um pouco por todo o planeta.

O orgulho vem de longe, tal como a paixão

Depois disso, tem sido sempre a somar, mais e mais prémios, mérito e distinções, a última das quais chegou do Japão, em 2018, onde o Julia Kemper Branco 2016 conquistou a medalha de ouro no certame Sakura Japan Women’s Wine Awards 2018. Um vinho que já tinha alcançado, em 2017, 90 pontos na publicação The Wine Advocate e que viria a ser reconhecido com a medalha de ouro na competição Melhores Vinhos do Dão – CVR Dão, já em 2019. Este branco junta-se à já extensa lista de vinhos medalhados com ouro e onde se incluem, entre muitos outros, o Touriga Nacional 2012, o JK Elpenor Red 2011, o JK Elpenor Blanc de Noir – este último distinguido com o ouro no International Organic Wine Award de 2019 –, ou o Julia Kemper Vinhas Selecionadas Blanc de Noir de 2018, que atingiu 91 pontos por parte da sumidade Robert Parker – The Wine Advocate.

Uma aventura que se iniciou ainda no século XIX, em 1885, em terras da capital, ou talvez mesmo antes disso, mas essa é a data da mais antiga participação em concursos de que há registo. Um sinal claro do orgulho que a família Melo sempre depositou nos seus vinhos e no trabalho que neles investia ano após ano, bem como nos prémios que nacional e internacionalmente ia colhendo, nos concursos em que sempre participou. Nos anais da família ainda se relata a viagem do avô de Julia Kemper a Berlim, que na bagagem levou um tanto dos seus vinhos tintos e outro tanto de paixão e entusiasmo.

Uma longa viagem que descarta ambições outras que não e apenas aquela de entender a terra, de com ela comungar, de com ela experimentar as dificuldades diárias e a vontade de as transformar em vitórias, de partilhar a aventura de cada ciclo da Natureza. Um trajeto de entendimento com os elementos que tem tanto de experimentação quanto de respeito e, principalmente, de amor. Um amor biodinâmico, tuteado em igualdade, e assente na compreensão maior e na aceitação de que a parte, qualquer parte, seja qual for a sua natureza, vegetal ou humana, é um pedaço do todo. Por isso, falar de vinhos portugueses premiados é falar obrigatoriamente de Julia Kemper e do seu conhecimento e paixão pelo vinho.


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