Vinho tinto português – Os elegantes do Dão, rituais e slow living

O vinho tinto português anda de boca em boca

Uma verdade que é, inclusive, literal, já que a sua demanda internacional é cada vez mais significativa e inegável a sua fama mundial.

Ao longo de todo o território nacional, fruto de diferentes castas, tipologia de solo, relevo e clima, produz-se vinho tinto de excelência e qualidades excecionais, cujo mérito e apreço cresce aquém e além-fronteiras. Os tintos do Dão, de onde são originários os premiados vinhos tintos Julia Kemper, por conta do clima austero, dos solos graníticos, a algo mais a que chamaremos ‘mão certeira’ e alguns segredos do ofício, caracterizam-se pela sua acidez inigualável e por aromas complexos e delicados. Atributos que se traduzem em vinhos de caráter, com complexidade, maturidade, equilíbrio e enorme potencial de envelhecimento, e resultam num perfil elegante. Um somatório de qualidades únicas presentes em vinhos gastronómicos de exceção e cuja versatilidade tanto combina com a rica e variada cozinha nacional, como se adapta aos mais exigentes critérios dos novos chefs internacionais.

 

O culto do vinho

A qualidade dos vinhos tintos portugueses não é de agora, nem apenas agora está a ser descoberta, nem por nós nem pelo mercado estrangeiro. Todavia, um feliz conjunto de circunstâncias e trends à escala global, valorizam mais agora todo o ritual que envolve o vinho e a sua degustação. À boleia da imperiosa necessidade de estilos de vida mais saudáveis, de produções sustentáveis em plena harmonia com os ecossistemas, de hábitos alimentares mais conscienciosos, inseridos numa desejável economia de desperdício zero, o vinho ocupa de facto, nestes tempos, um lugar de privilégios feito. Mais concretamente aquele que obedece aos princípios de uma agricultura biológica e biodinâmica, que rejeita aditivos químicos em todo o seu processo (da vinha à adega) – como os de Julia Kemper. Arauto dos saberes e formas de fazer artesanais, dependendo dos caprichos das estações e do conhecimento humano, o vinho encabeça todas estas bandeiras, cujo pregão eco-friendly seduz as novas gerações, mais responsáveis e alerta para o desgaste do planeta e os perigos dos atuais padrões de produção e consumo em massa. A consciência individual e coletiva de toda esta complexa temática tem trazido mais seguidores ao culto do vinho. Sim, entendemos que o vinho é um culto e não uma moda, por isso tem ritos, segredos e silêncios. As modas vão e vêm e apregoam-se com alarde. A arte de fazer bom vinho é milenar, permanece e é respeitada. Porque não basta gostar de vinho, há que saber apreciá-lo e esse é um ritual inegável e intimista.

 

Um ritual que rima com slow living

Associado a estilos de vida urbanos e sofisticados, mas também a filosofias e modos de vida cada vez mais conscienciosos, o ritual do vinho, como qualquer outro, implica parar. Implica vagar. Ele exige apreciação, degustação, tempo para o ver e sentir e requer ainda uma boa conversa. Pode servir para matar saudades, mas não se abre uma garrafa de vinho tinto português para matar a sede ou passar o tempo. Pelo contrário, investe-se tempo, o que for necessário e um pouco mais se preciso for, e convocam-se amigos e/ou sentimentos para apreciar um bom copo de vinho tinto português. Claro que pode ser branco, verde ou rosé, mas aquilo que hoje aqui nos reuniu, foi o tinto português, mais concretamente os vinhos tintos portugueses Julia Kemper. Estes, fruto de uma produção que respeita, em igual medida, os moods da Natureza e os modos do Homem, coadunam-se com o entendimento do slow living. A filosofia deste ‘viver devagar’ incita-nos a abrandar o ritmo e é apologista de que é preciso dar tempo ao tempo. Dar tempo à Natureza para se recompor após cada produção, e ao Homem após cada dia de trabalho. Dar-lhe tempo para apreciar a vida. Para brindar a ela. Para observar, sentir, absorver e se maravilhar. Tempo para pensar e tempo para nos permitirmos ser felizes. Se formos demasiado rápido, não descortinamos a paisagem. Podemos parar o relógio, mas não podemos voltar atrás no tempo.


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