Vinho tinto: O seco e o suave

Importa conhecer as classificações dos vinhos, mesmo não se sendo, nem se aspirando a ser, expert na matéria, menos ainda, enólogo. Elas, as classificações, ganham significado na hora de escolher um vinho num bar ou quando pretende harmonizar vinho com comida, a fim de saber eleger o mais perfeito para acompanhar um qualquer prato. Uma das classificações a reter é a que diferencia um vinho tinto seco de um vinho tinto suave. Uma doce questão, já que aquilo que precisamente medeia uma e outra distinção é o teor de açúcar permitido por cada uma delas, mas será apenas isso?

Vinho tinto seco

Entende-se genericamente por vinho seco todo o vinho que contém uma quantidade diminuta de açúcar. Trata-se de um vinho a que não é adicionado açúcar, a fim de corrigir ou suavizar o seu sabor, e cuja quantidade de açúcar residual no final do processo – aquela quantidade de açúcar que a fermentação não transformou em álcool – não excede os quatro gramas por litro. Uma definição que encontra eco na legislação, que limita o teor de açúcar dos vinhos secos aos referidos quatro gramas/litro. Esta, todavia, parece ser uma questão sensível ou, pelo menos, dada a interpretações, havendo enólogos que estabelecem como necessários níveis inferiores de glicose para que se possa falar de um vinho verdadeiramente seco e outros que o definem com a perceção no palato, ou seja, para quem um vinho seco é todo aquele que, à prova, não sugere conter açúcar. Neste último caso, um vinho seco pode conter mais açúcar do que o estipulado, já que fatores como uma elevada acidez, por exemplo, atenuam a sensação de doçura.

Vinho tinto suave

Os ditos vinhos suaves são vinhos com alguma doçura, mais frutados, aos quais são permitidos mais de 18 gramas de açúcar por litro. A obtenção desse maior teor de açúcar pode ser gerido logo no processo de fermentação, o qual é interrompido assim que se alcance o nível de doçura desejado, ou manipulado de outras formas, incluindo por via de adição. Por serem mais doces, tornam-se vinhos mais apetecíveis a palatos iniciantes, menos habituados ao consumo de vinho, pelo que podem ser vistos como uma boa porta de entrada para o complexo mundo dos vinhos e sua degustação.

Uma doce questão

Entre o que determina a regulação imposta por legisladores e a apreciação dos entendidos, situam-se os caprichos da uva em determinado ano, a sensibilidade e conhecimento dos produtores e as alquimias dos enólogos. Claro que todos têm uma palavra sábia a dizer, mas no final, com igual peso, encontra-se a avaliação dos consumidores, jurados de peso nesta equação e cuja preferência do palato pode pender mais para vinhos tintos secos ou vinhos tintos suaves. O melhor será agendar uma prova para aprender a distinguir entre ambos e a encontrar a sua preferência. Uma descoberta tanto mais sensata e lúdica se acompanhada dos esclarecimentos dos entendidos e de harmonizações. Isto porque da combinação do vinho com diferentes pratos se percebe como melhor combinar sabores, receitas e vinhos. Uma experiência que coloca a ênfase nos pequenos prazeres da vida, mais ainda se em boa companhia.


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