A Adega

Na Adega atual que recuperamos, original de 1850, toda em granito, sofreu uma primeira remodelação em 1950, quando foi adicionado um primeiro piso e se construíram pela primeira vez cubas de cimento.

É também em 1950 que se passa a descarregar as uvas nos lagares (e nas cubas) utilizando a gravidade. Constituída por lagares de granito e cubas de cimento o estádio dos vinhos era feito em grandes barricas de castanho português.

Podemos dizer que o segredo dos vinhos Julia Kemper está também na Adega!

Em 2007, com a decisão de voltar a produzir vinho na Adega foram feitas obras de recuperação, preservando a estrutura inicial, porém, adaptando-a à enologia e viticultura modernas. Assim, foi introduzida tecnologia: um sistema de frio para os lagares e todas as cubas e bem assim controlando de forma científica a temperatura da adega e o registo integral das operações enológicas efectuadas pelos técnicos.

As cubas foram limpas, alinhadas, revestidas e reduzidas de tamanho para receber as uvas de cada casta. Cada cuba passou a ter um desenho e dimensão consentâneos com a nova forma de exploração da vinha (as castas que eram juntas passaram com a Julia Kemper Wines a ser cultivadas separadamente).

Utilizamos também o saber tradicional da região, mantendo técnicas ancestrais de pisa do vinho, como a pisa a pé em lagares de granito e adquirimos ainda novo equipamento de escolha, desengate e esmagamento, neste caso para as uvas brancas e para as tintas nos vinhos rosé.

Atualmente com a recente descoberta de uma lagareta na nossa vinha, preparamos-mos para os vinhos da lagareta. Uma técnica ancestral, no caso romana ou da idade média que nos irá permitir experienciar – com o cunho da enologia do sec. XXI – como eram os vinhos com mais de 1000 anos. Brevemente dar-lhe-emos notícias.

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