Vinho branco português – Entre os melhores do mundo

Elegante, enigmático, fresco, persistente, equilibrado, frutado, dourado e com aromas de flores, nascido de inigualáveis castas exclusivamente nossas e resilientes saberes ancestrais, o vinho branco português tem vindo a conquistar terreno na nossa mesa, a ganhar reputação mundial e a vencer prémios internacionais. Parece que é chegada a hora de celebrar o vinho branco português.

Bilhete de identidade

Há fatores que estão para o vinho branco – ou qualquer outro vinho, a bem da verdade – como as impressões digitais para a identificação de cidadãos. Um bom enólogo ou escanção detetará, sem margem para erro, as características de cada casta, o odor próprio de cada tipo de terroir, os métodos de produção e as coordenadas geográficas que cada aroma e sabor revelam no olfato e no palato. Um rasto de saber feito e de apurada sensibilidade que muitos dominam ao ponto de conseguirem identificar o próprio ano de produção, em função de sinais com que o clima marcou uma colheita. Esses são entendimentos especializados, que analisam e dissecam o produto final. No início, porém, e de forma simplista, tudo começa na uva – uma vez que antes dela já se considerou a terra, as castas e os métodos de produção e a determinação humana.

 

Como é o vinho branco português?

Os vinhos brancos tranquilos – sem desprendimento de gás – resultam da fermentação de uvas sem pele. Uma norma que não abrange todos os brancos tranquilos, havendo processos que optam por manter a pele das uvas em contacto com o mosto numa fase pré-fermentação, como forma de melhor captar e reter aromas nessa maceração. Assume-se a cor do vinho branco – cuja palete de tons vai do amarelo-claro ao dourado e a variantes de amarelo mais ‘torradas’ – como resultante de uvas brancas, o que é maioritariamente verdade, mas não exclusivamente. Brancos tranquilos podem igualmente nascer de castas tintas.

Por fim, os vinhos brancos tendem a ser suaves, neles se percebem aromas campestres de flores e de frutos e apresentam-se límpidos. Quando nasce das exigentes paragens do Dão, diz-se ainda do vinho branco português que é de aroma complexo, suave, fresco, de equilibrada acidez e nele se reconhece ainda uma cor cítrica.

Em tempos considerado um vinho a ser consumido no próprio ano de produção, o vinho branco português tem vindo a explorar a sua capacidade de envelhecimento, por via do seu amadurecimento em barris de carvalho. Um bom exemplo é o vinho Julia Kemper Reserva Branco, que contempla ainda um período de repouso nas caves da Quinta do Cruzeiro, no Dão.

 

Como nos reconhecem fora de casa?

Os entendidos internacionais reconhecem ainda no vinho branco português a tenacidade dos produtores, o orgulho nas castas autóctones, às quais se mantêm leais, e os seculares espírito e conhecimento nas andanças da produção vitivinícola. Não apenas isso, como identificam um investimento non-stop na qualidade, quer dos procedimentos, quer do produto final. Tudo junto, dizem ainda, e o resultado está à vista: vinhos de classe mundial que já trilham, com pé firme, as tabelas mais elitistas, colocando Portugal ao lado dos melhores produtores de vinho branco do mundo.

Um caminho que os vinhos brancos Julia Kemper têm ajudado a trilhar e a promover, dentro e fora de portas, o que se traduz em prémios e distinções. Encruzado e Malvasia Fina são as castas com que Julia Kemper produz os seus premiados vinhos brancos tranquilos.

Este, por assim dizer, é o bê-á-bá do vinho branco português na sua ampla generalidade. A tudo isto somamos uma promessa que o tempo tem vindo a promover a realidade: os vinhos brancos portugueses são já dos melhores do mundo.


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