(Bons) Vinhos nacionais – Uma prova de caráter

Julia e o vinho

Os vinhos nacionais, reconhecidos internacionalmente como dos melhores do mundo, fazem jus à ancestral memória descritiva deste néctar, dito dos deuses. Uma história rica, ritualizada e sacralizada em torno de uma poção mágica com o poder de reunir os homens em seu redor, de com eles partilhar vitórias e efemérides, de com eles celebrar amores e festejar a vida. Com ele se selam contratos e se firmam amizades. Uma herança mística que se molda agora à caligrafia dos novos escrivães, onde se inclui, no caso dos vinhos nacionais, o nome de uma mulher ímpar: Julia Kemper. Pela sua mão, já se contam vários capítulos, inspirados num menu singular de vinhos nacionais distintos e com caráter, que no peito levam medalhas e no coração ostentam paixão. Vinhos que fariam as delícias dos deuses, tanto pelo seu sabor como por honrarem o princípio ancestral de ouvir e compreender a Natureza, sem a controlar nem domesticar. Formas engenhosas, mas autênticas e sentimentalmente comprometidas de fazer, e de fazer bem e melhor.

A Natureza e o vinho

Um caminho que tem vindo a ser trilhado pelos vinhos Julia Kemper. Vinhos com caráter, distintos e distintivos, elegantes, com deliciosa acidez, aromas florais e delicadas e soberbas texturas. Vinhos de uma qualidade invulgar, reconhecida nacional e mundialmente. Um feito grandioso para quem vive fora do Olimpo e aposta numa agricultura e produção biológica e sustentada, purista e sem artifícios outros que não o conhecimento e o apreço pela Natureza, sem lhe somar químicos ou aditivos. Conhecimento e intuição tomam-lhes a vez e assumem o comando no decurso de todo o trajeto. Da vinha ao vinho. Pelo meio, a mão entendida do Homem, neste caso da mulher, guiada, por um sólido passado familiar, secularmente ligado à produção vinícola, e talvez, por alguns segredos dos Deuses. Uma produção que assenta em castas típicas da região do Dão, onde decorre a ação deste rico pedaço da história dos vinhos nacionais. Dos bons vinhos nacionais. Por lema, Julia Kemper toma coisas verdadeiramente simples e significativas: “Dedicação, Paixão e Respeito pela Terra.” A qualidade de um bom vinho nascerá de muitas outras coisas, entre elas o terroir e a techné, claro está, mas a excecionalidade só se atinge quando há empenho no labor, amor pelo que se faz e consideração pela generosidade e sabedoria da Natureza. Nobreza e elegância fazem-se desse tipo de matéria, nascem desse tipo de compromisso, de genuinidade. Um ‘tempero’ para o qual Julia Kemper tem mão de mestre.

Os deuses e o vinho

Perde-se no tempo e na memória da História o teor místico do vinho, a sua própria origem e caráter divinos e a sua função quase catártica. A mitologia atribuiu-lhe mesmo um Deus, o do vinho e, porque não, dos hedonistas. Dionísio para os gregos, Baco para os romanos. Ritualizações perpetuadas pelo cristianismo, onde o vinho simboliza o sangue e a vida. Desde sempre – e, parece-nos, para sempre –, o vinho e a sua produção são tratados com seriedade e dedicação e o resultado das alquimias que possibilitam o apuramento da sua qualidade são apreciados com devoção, quase com justificada religiosidade. Um ritual sazonal, que acompanha os ritmos da terra e, assim, das divindades que tudo comandam. Um calendário que se cumpre infatigavelmente e que, no Dão, resulta em vinhos nacionais de exceção. Vinhos Julia Kemper, para quem, ser bom não basta. Há que ser extraordinário. Afinal, há que satisfazer o palato dos homens, mas também dos Deuses.


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